Rio ferido

Por esta janela do moinho já se viu correr muita água. É extremamente pequena, mais postigo do que janela, já que é virada para o rio e pode estar sujeita à força das águas. Nesta altura, em que o rio quase não corre, pode até parecer algo exagerado mas durante as cheias, como as de 1999, com a água quase a cobrir o telhado, a perspectiva é outra.

Certo é que desta janela, única abertura para além da porta, os moleiros que aqui trabalharam, desde o final do século XVII, muita água viram passar mas nunca como se vê agora. Como lhes teria parecido estranha esta espuma abundante e o odor menos agradável.

Para nós, que conhecemos o rio há poucos anos, estranho é pensar que este já foi um rio vivo. Não está morto ainda mas agoniza. No Verão é grande a abundância de pequenos peixes e, há dois anos, cheguei até a ver um casal de lontras. Por quanto mais tempo andarão por cá?

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