O acordar do Sousa

De Verão quase não se dá por ele. Mal começa a época das chuvas, ele acorda, cresce e avoluma-se. O que antes eram águas mansas, escorregando com dificuldade por entre as inúmeras pedras do leito, agigantam-se em muralha que tudo arrasta. O seu leve cantarolar, murmúrio próprio de um rio adormecido, muda de voz, é agora um terrível bramido, rouco, contínuo, inexorável. Onde antes se apascentavam cardumes de pequenos peixes e pairavam libélulas ao Sol, corre agora o Sousa, soberbo, brutal, belo.

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3 responses to “O acordar do Sousa”

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  1. CRIMES E ESCAPADELAS » Cogumelos - 10/22/06
  2. QdM » Cheia - 11/25/06

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