Colheita das batatas

Foi no feriado da “raça” que andámos a arrancar as batatas. Mesmo contando com a ajuda de muitos amigos, incluindo a dos mais pequenitos, é trabalho duro, muito duro. Os que ficaram agarrados ao engaço e à enxada, além de dores de costas, ganharam as típicas bolhas na palma das mãos, junto à base dos dedos. Eu, pela primeira vez, fiquei com uma também na ponta do dedo médio. É certo que a batata é um alimento energético mas a verdade é que, para a arrancar, é preciso transpirar um pedaço. É que que não é para menos: o terreno fica completamente remexido, o solo todo revirado.

Não conseguimos colher todas as batatas nesse dia, ainda sobraram algumas para o Sr. Manuel. Ao todo, uns 600Kg de Désirée e Kennebec. Ficaram ainda no campo as Picasso mas a parte aérea, já muito debilitada pelo míldeo, não se desenvolveu como normalmente e está agora soterrada em palmos de erva, portanto vamos ter de tratar dela brevemente.

Cada vez me convenço mais de que a malta da Permacultura é que está no bom caminho. Plantas anuais e que, ainda por cima, remexem o solo tão violentamente, não são nada naturais, absolutamente nada sustentáveis.

4 responses to “Colheita das batatas”

  1. CITRA says :

    Rica colheita!
    Tenho de fazer um post sobre os canteiros cá de casa.

  2. Virgínia says :

    Já cá tinha passado e lembro-me que gostei muito mas só agora me apaixonei pelas fotos, pelo tema, pelas palavras… ás vezes não é à primeira, mas não faz mal pois não?

  3. José Rui Fernandes says :

    A batatada dá trabalho, mas sabe mesmo bem. Não me arrependo dos anos que a tive no Sargaçal… Mas para ir daqui lá para este tipo de colheita, não dá. Quando comprei o terreno custava-me 10€ ida/volta, hoje uns 40€ no mínimo. Mas isto a propósito… Não me lembro!

    Hã… Sobre a permacultura… Eu no início fiquei entusiasmado e até comprei o The Earth Care Manual: A Permaculture Handbook for Britain and Other Temperate Countries. Mas acabei por, na prática, entender mal o conceito da coisa.

    Há também o The One-Straw Revolution: An Introduction to Natural Farming que ainda não li e é de certa forma difícil de arranjar.
    Mas custa-me a entender o conceito de poder colher qualquer coisa onde só dá junça por exemplo… Não entendo.

    Pelo menos, tenho praticado a horticultura sem cavar aqui no quintal e resulta bem. Para as batatas funciona (experimentei no Sargaçal há anos), mas é necessária muita palha para as cobrir.

    Enfim… Belas batatas!

  4. Nuno says :

    Conheço os dois livros do José e são ambos fascinantes, embora alguns preceitos da permacultura sejam talvez um pouco hardcore para muitas posturas.
    Para além daqui do Llema costuma visitar este:

    http://www.pathtofreedom.com/

    que tem umas soluções muito porreiras de irrigação e cultivo de que não tinha ouvido falar (square inch farming, olla irrigation, etc.)
    E tudo sem ser fundamentalista ou tentar colar uma filosofia pouco pragmática. Se calhar já conhecem- tem muita divulgação.

    Parabéns pelas batatas, já agora em termos energéticos, de conveniência. e de beneficios para o terreno que outras culturas ricas energeticamente serão alternativas á batata na vossa opinião?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: