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Sapo parteiro comum (ou como o meu desmazelo compensa)

Sapo parteiro na caixa de areia

De facto, tudo o que fazemos, ou, no caso, deixamos de fazer, tem impacto no que nos rodeia. Em causa está uma porção de areia, cerca de um metro cúbico dela, que sobrou da obra da rampa. Ficou, desde então, empilhada a um canto num exemplo clássico do “era para ser temporário mas acabou por ficar assim durante quatro anos”. Mas nem tudo foi mau. A verdade é que este montinho de areia acabou por ser adoptado por uma série de espécies, desde aranhas a sapos.

Foi só quando, há pouco tempo, me dediquei a arrumar o caminho para ter acesso ao muro do canteiro que queria pintar, que construí uma caixa de madeira, improvisada de madeira reciclada de paletes, que os descobri.

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Lufa lufa

Ainda não consegui arranjar uns minutos na nova rotina diária para registar o pouco que ainda vou conseguindo fazer aqui na Quinta. Em jeito telegráfico, registo a morte da gata (com pena, é certo, mas aliviado pelo facto do seu sofrimento provocado por uma insuficiência renal ter terminado); a limpeza com máquina de pressão das paredes exteriores da casa mais expostas à patine do tempo (de tão claras que ficaram as pedras das paredes que delimitam o pátio, a cozinha e sala ganharam uma luminosidade nova); início da re-pintura do amarelo das paredes exteriores; mudança de um monte de areia, sobras da empreitada de calcetamento do caminho, para uma caixa de madeira improvisada com madeira de paletes.

E sinto saudades deste verde que me rodeava durante todo o dia.

Reparo hoje

a flor da árvore nua

Depois de tanto tempo sem escrever, sem registar nada dos tantos dias que passaram, que voaram por mim roçando-me a pele, primeiro com a violência de um desastre há muito pressentido mas nunca admitido, depois com a prostada lentidão de quem tem de se habituar a respirar no vácuo, até regularizarem a marcha pelo que parece ser a inevitável Primavera que se aproxima, vou simplesmente adiantar o relógio para o dia de hoje. É que reparei que a Magnólia denudata floriu pela primeira vez. Três flores, unicamente. Singularmente belas.

Casota (wip#1)

as peças começam a tomar forma

A casota vai ser toda feita com elementos de encaixar. Quase como peças dos legos. Na fotografia em cima vêem-se as tábuas de soalho com os cortes longitudinais das espigas já feitos. Vão ser usadas na parte inferior dos lados e traseiras da casota.

Claro que podia simplificar, usar uns parafusos embebidos ou até umas ferragens mas qual era a piada disso?

caixas abertas com broca e formão

Aqui vêem-se as caixas abertas com broca e formão (ainda não tenho uma tupia) para as espigas das grades.

Já tinha dito que isto vai dar um trabalhão?

Tenon jig

tenon jig

Para facilitar o corte das inúmeras espigas (tenons) usadas na ligação das peças de madeira, tanto na estrutura como nas grades, tive de construir um auxiliar para os cortes em esquadria. Usando a serra de mesa e esta guia, o corte das espigas foi bastante fácil e consegui uma precisão razoável.

O correr da água

o correr da água

Depois da chuva, pouco menos que diluviana, das últimas horas, o Sousa inundou repentinamente as margens.
Leva tanta água e corre tão rápido que fascina na mesma proporção em que atemoriza, talvez até por isso mesmo.

Tenho tido uma manifesta dificuldade em manter o ritmo das actividades na quinta. Quem segue este blog, que é na essência um seu espelho, certamente já o terá constatado. Quero aproveitar estas férias para pôr mãos à obra.

The morning kick

Crocus

Às vezes sabe bem não ser noctívago.
Ainda deleitado com a combinação feita nos céus de luz e água e o cheiro da terra.
Crocus.